Crescimento acelerado da inclusão exige formação prática, suporte emocional e novas ferramentas para educadores.

A sala de aula brasileira mudou. Nos últimos anos, o avanço da educação inclusiva, o aumento de diagnósticos de transtornos do neurodesenvolvimento e a diversidade crescente de perfis de aprendizagem transformaram a rotina de professores em todo o país.
Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), o Brasil registrou 1,2 milhão de estudantes autistas matriculados na educação básica em 2025, número mais de quatro vezes superior ao registrado em 2020. Atualmente, 93,5% dos alunos da educação especial estão em classes comuns.
Para especialistas, os dados revelam uma conquista importante, mas também apontam para uma urgência: preparar professores para essa nova configuração escolar. “O professor continua sendo protagonista do processo educacional. O problema é que a complexidade da sala cresceu mais rápido do que a estrutura oferecida a ele”, afirma Karina Koloszuk, fundadora da Kolo Inclusão.
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